O ovo está caro? Dê um “Jesus de Páscoa” para seu filho!


Nem bem recuperados dos gastos com os presentes de Natal, lá se vão os pais novamente às compras para presentearem seus filhos queridos. Agora é o ovo de Páscoa, esta travessa e deliciosa invenção do comércio de gêneros alimentícios, que tanto prazer proporciona a nossos gulosos pimpolhos (além de lhes trazer aquele monte de espinhas nas carinhas rechonchudas).

Só não gosta de chocolate quem não teve infância… Duro, no entanto, é encarar os preços dos apetitosos e cobiçados ovos. O de 250g, com aquela casca fininha que derrete só de olhar, não sai por menos de R$ 15. Um ovo mais reforçado, de 750g, pode beirar os R$ 60. Nas chocolaterias finas, então, um simples quilo (ou menos) de chocolate em forma de ovo pode custar mais de R$ 100.

Pessoalmente, não me oponho aos ovos de Páscoa e nada tenho contra seu garoto-propaganda, o simpático Sr. Coelhinho da Páscoa. Mas me entristece pensar que eles tem hoje tão pouco a ver com o importantíssimo fato que comemoramos nesta época: a morte e (principalmente!) a ressurreição de Jesus Cristo.
Naturalmente, seu filho sabe quem é o Coelhinho da Páscoa, aquela bola peluda de olhinhos vermelhos que traz os ovinhos e o esconde em algum lugar da casa para ele procurar. Mas o que seu filho sabe sobre Jesus? Você por acaso já teve a oportunidade de ensinar a ele ou ela que, há pouco mais de 2.000 anos, Deus decidiu mandar ao mundo seu filho único, com a missão especialíssima de salvar o homem do pecado? Bem, talvez seu filho ainda não tenha uma noção muito clara do que é “pecado”. Mas certamente ele sabe o que é “coisa errada”.

A criançada anda esperta o suficiente para perceber que, não somente eles, como também papai e mamãe por vezes fazem “coisa errada”. Pois já é um bom começo para que ele entenda que todos nós, sendo simples homens, somos de fato pecadores em nossa natureza inata. Mas como Deus é bom e fiel, ele quis nos livrar dessa sina, submetendo-se Ele próprio ao sacrifico máximo de vir ao mundo na pequenez de um homem, sofrer as piores dores físicas e morais que se possa imaginar (sem jamais ter ele mesmo pecado!), para então morrer na cruz e ter seu sangue derramado para pagar por nossos pecados.

O enredo desta “história” não é leve, eu concordo, pois tem o peso da importância da missão de Jesus entre os homens. Concordo também que é muito mais difícil ensinar a seu filho sobre o Cristo do que sobre o Sr. Coelho. Mas vale o esforço.

Ao falar de Jesus, você terá que contar-lhe dos eventos que se passaram por estes dias há mais de 2 mil anos na longínqua Jerusalém, e explicar-lhe, por exemplo, o que é dar sua vida por amor a alguém. Mas esta história não é só de tristeza, pelo contrário, é fundamentalmente de alegria e de “boas novas”: depois de cruelmente morto “nós”, Ele ressuscitou, triunfou sobre a morte, e hoje está vivo em nosso meio. Talvez uma Bíblia ilustrada na versão infantil facilite sua missão. Esse “livrinho” custa o mesmo que um ovo de Páscoa, mas pode render frutos bem mais impactantes para o futuro de sua descendência nesta vida, e na próxima!
por marcos silvestre